20100224

A Descoberta

Não só o que temos em comum, mas também as diferenças tornam-No possível!

Isto é, poderiam torná-Lo possível...

É nisto que ela pensa e, apesar de O combater firmemente, perde a batalha, pois já lá vai tanto tempo, enfim.
Esta difícil batalha na qual luta na primeira fileira como uma heroína.
Tudo bem, até que de repente se questiona se vale a pena lutar!
Porquê lutar?
Sim! Porquê?
Lutar por algo tão normal e natural como... Tal!?
Esse tal It’s Oh so quiet?!

Suspira mentalmente e fita a paisagem lá fora.
O comboio segue calmamente, o que permite admirar as formas nas nuvens.
Não que alguma a lembre de Algo, mas o pensamento é redireccionado para a guerra, mais uma vez.
Era tão simples se a guerra fosse aberta, uma guerra de palavras onde ela pudesse falar e dizer Tudo!

Ah, mas não pode.
Pelo bem maior, não pode.
Mas quer tanto.
Voaria, libertar-se-ia.
Mas não pode...
Por agora!

*

Ainda vamos arrasar montanhas juntos, seja como for!
Continuarei a lutar silenciosamente se o bem maior prevalecer.
Porém, sorrirei abertamente para ti!
Se tiver vergonha de sorrir morrerei, pois vivo de sorrir!
Olhar-te-ei descontraidamente sem revelar quaisquer brilhos que te façam pensar...

Porque caíste no meu mundo como Lúcifer caiu do paraíso?
Rir-te-ias com esta comparação se a pudesses ler agora.
Estarias confuso, eu sei.
Eu? Como? Perguntar-te-ias.
Ahahah, adoro estes mistérios!
Tu és um pequeno e querido mistério, sabes?
Um mistério sobre o qual vivem camadas de desconhecido que penso começar a desvendar aos poucos.

Fala comigo... fala para mim.
Sinto-me bem a responder-te e a ouvir-te.
Essa tua simplicidade, nesse teu jeito de ser que pouco conheço, mas sobre o qual já adivinhei tanto.
E já vi coisas que jamais pensavas que visse.
E tudo digo, com naturalidade.
A verdade corre da mim como uma cascata.
Não me arrependo de o dizer, pois é real!
A felicidade de poder ser simples sem preocupações preenche-me.

Sei, também, que tens muito para dar e que és mais do que pareces ser!
Tu e esse teu quê de sombrio.
Que fosses o último rasgo de intuição nesta minha mente cansada...
Se não fores, não faz mal.
Recordar-te-ei com carinho!
Sempre.

*

Por vezes, mesmo nas mais duras batalhas, há momentos de fraqueza.
Permita-se à pobre moça tê-los também não é?
Porque ela vai continuar a tender para a conformação.
Que mais pode fazer por agora?
O bem maior é o seu lema...

*


Põe os clichés de lado, eles não prestam.
Alarga as fronteiras do teu mundo, tal como, sem querer, me ensinaste a fazer.
It is possible!

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