É possível depositar um pedaço de cristal numa caixinha de marfim e conservá-lo para sempre?
Mesmo quando o pedaço é, nada mais, nada menos, do que um estilhaço de coração?
Haverá alguma chave capaz de abrir a caixa e, por fim, devolve-lo?
O vento leva tudo pelos ares, mesmo os desejos profundos. Ele é capaz de correr longas distâncias e entregar os beijos apaixonados de dois amantes, de levar uma melodia até uma alma carente, de entregar um aroma sedutor a um sonhador.
Isto pode o vento, mas se eu quiser posso muito mais.
O fogo queima quase tudo, mesmo o sentimento mais enraizado. Ele é capaz de se expandir depressa nas florestas verdes e transformar tudo em cinzas, de levar o calor à pela arrepiada, de entregar uma luz de esperança a quem a quer manter acesa.
Isto pode o fogo, mas se eu quiser posso muito muito mais.
A terra sustenta tudo, mesmo as pernas trémulas de quem já esperou demais. Ela é capaz de percorrer o mundo num segundo pois dela ele é feito, de levar os mais desesperados até às suas profundezas, de entregar o abalado de paixão de um amor platónico.
Isto pode a terra, mas se eu quiser posso muito muito muito mais.
A água alimenta tudo, mesmo quem já é imortal. Ela é capaz de ultrapassar todos os obstáculos e trazer beleza por onde passa, de levar cartas dentro de garrafas até ao outro lado da margem, de entregar um coração náufrago a seu bom porto.
Isto pode a água, mas se eu quiser posso muito muito muito muito mais.
Ah, elementos da natureza, que tanto podem, mas que, afinal, não são a chave para abrir uma caixa e concertar um coração estilhaçado.
Essa tenho-a eu.
Isto posso eu, mas se eu quiser posso muito mais.
Mesmo quando o pedaço é, nada mais, nada menos, do que um estilhaço de coração?
Haverá alguma chave capaz de abrir a caixa e, por fim, devolve-lo?
O vento leva tudo pelos ares, mesmo os desejos profundos. Ele é capaz de correr longas distâncias e entregar os beijos apaixonados de dois amantes, de levar uma melodia até uma alma carente, de entregar um aroma sedutor a um sonhador.
Isto pode o vento, mas se eu quiser posso muito mais.
O fogo queima quase tudo, mesmo o sentimento mais enraizado. Ele é capaz de se expandir depressa nas florestas verdes e transformar tudo em cinzas, de levar o calor à pela arrepiada, de entregar uma luz de esperança a quem a quer manter acesa.
Isto pode o fogo, mas se eu quiser posso muito muito mais.
A terra sustenta tudo, mesmo as pernas trémulas de quem já esperou demais. Ela é capaz de percorrer o mundo num segundo pois dela ele é feito, de levar os mais desesperados até às suas profundezas, de entregar o abalado de paixão de um amor platónico.
Isto pode a terra, mas se eu quiser posso muito muito muito mais.
A água alimenta tudo, mesmo quem já é imortal. Ela é capaz de ultrapassar todos os obstáculos e trazer beleza por onde passa, de levar cartas dentro de garrafas até ao outro lado da margem, de entregar um coração náufrago a seu bom porto.
Isto pode a água, mas se eu quiser posso muito muito muito muito mais.
Ah, elementos da natureza, que tanto podem, mas que, afinal, não são a chave para abrir uma caixa e concertar um coração estilhaçado.
Essa tenho-a eu.
Isto posso eu, mas se eu quiser posso muito mais.
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