É triste como a mente pode ser uma armadilha sedutora, doce, mas cruel.
Há aqueles dias em que as pessoas saem de casa com vontade de enfrentar um dia de Sol de frente!
Mas depois há aqueles em que ficam em casa com medo de uma tempestade furiosa!
Hoje a saudade ficou em casa a observar as núvens a percorrer o céu. As suas viagens infinitas, nas quais se fundem umas com as outras e cada uma delas é tão efémera como a seguinte.
Imagina várias formas para elas, mas todos os contornos a lembram de alguém porque tem na mente uma melodia que não quer sair.
Seria bom se finalmente conseguisse esvaziar a sua mente cansada e a repousásse num leito de esperança e corações batendo por verdade.
Grande e forte pelas milhas que a separam do horizonte que fita, imagina como seria se os seus desejos se concretizássem, se não, deveriam, se não. Como queria de uma vez por todas acabar!
Teimando em ficar à janela saboreando o frio que a noite trouxe, mais uma vez, a saudade comanda e o olhar, fixo no horizonte, sofre o batimento rápido de um coração ansioso. Ansioso, mas confuso. Quer provar um pouco de ''fora-da-lei'' e sabe que só o conseguirá soltando-se, voando e perdendo-se num deserto pouco conhecido, mas quente e convidativo.
Ignora a noite, a melodia, a lembrança e tudo o resto. Dorme e, por fim, tem sonhos tranquilos...
Murmurou-me ao ouvido a Saudade.
20080730
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